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Globo de Ouro 2012: O Artista, Morgan Freeman e poucas surpresas

Com poucas surpresas, o Globo de Ouro da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood foi entregue neste domingo, dia 15.

O resultado era esperado, mas também não era previsível, então dá pra rascunhar muito pouco sobre o que vai rolar no Oscar em fevereiro. Quem gosta de cinema tem muito filme bom pra ver.

As pontuações são mínimas, porém importantes: senti uma relevância maior nos prêmios para TV que para cinema, não sei o porquê, só senti; Gostei do Matt LeBlanc e do Peter Dinklage, gostei de Modern Family e d’Os Descendentes e gostei também da maioria das premiações. Destaco melhor roteiro para Meia Noite em Paris (como é de praxe, Woody Allen não foi buscar), melhor diretor para o gênio Martin Scorcese (o terceiro em dez anos), melhor série dramática para Homeland, melhor filme em lingua estrangeira para A Separação e principalmente a valorização que ‘O Artista’ do francês Jean Dujardin, o grande vencedor da noite merece.

Calma cara, também teve coisa que eu não gostei. Ainda não assisti A Dama de Ferro (não gosto de não gostar sem assistir, paciência), mas torci desesperadamente pela Viola Davis na categoria de melhor atriz; Carros 2 é a pior animação da história da Pixar, fácil, indicação inexplicável, e claro não gostei do Ricky Gervais na apresentação (e olha que eu gosto dele).

Agora, o ponto alto da festa mesmo foi a homenagem da associação a Morgan Freeman. Precedido por discursos de Sidney Poitier e Helen Mirren foi apresentada uma breve filmografia do ator de 74 anos. Um luxo só.

Na galera que subiu ao palco pra entregar a premiação e apresentar as alguns dos candidatos a gente viu Johnny Depp, Juliane Moore, George Clooney, Gerard Butler, Mila Kunis, Adam Levine (do Marron 5), Brad Pitt, Sarah Michele Gellar, Reese Whiterspoon, Ewan McGregor, Bradley Cooper, Robert Downey Jr., Colin Firth, Jane Fonda, Natalie Portman entre outros.

Abaixo segue a premiação do 69º Globo de Ouro:

PREMIAÇÕES PARA CINEMA

Melhor filme drama

  • Os Descendentes
  • Histórias Cruzadas
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Tudo pelo Poder
  • O Homem Que Mudou o Jogo
  • Cavalo de Guerra

Melhor ator em filme drama

 

  • George Clooney – Os Descendentes
  • Leonardo DiCaprio – J. Edgar
  • Michael Fassbender – Shame
  • Ryan Gosling – Tudo pelo Poder
  • Brad Pitt – O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor filme de humor ou musical

 

  • O Artista
  • Missão Madrinha de Casamento
  • My Week With Marilyn
  • Meia-Noite em Paris
  • 50%

Melhor atriz em filme drama

 

  • Meryl Streep – A Dama de Ferro
  • Glenn Close – Albert Nobbs
  • Viola Davis – Histórias Cruzadas
  • Rooney Mara – Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Tilda Swinton – Precisamos Falar Sobre o Kevin

Melhor ator em filme de humor ou musical

 

  • Jean Dujardin – O Artista
  • Brendan Gleeson – O Guarda
  • Joseph Gordon-Levitt – 50%
  • Ryan Gosling – Amor a Toda Prova
  • Owen Wilson – Meia-Noite em Paris

Melhor diretor

 

  • Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret
  • Woody Allen – Meia-Noite em Paris
  • George Clooney – Tudo pelo Poder
  • Alexander Payne – Os Descendentes
  • Michel Hazanavicius – O Artista

Melhor atriz coadjuvante

 

  • Octavia Spencer – Histórias Cruzadas
  • Bérénice Bejo – O Artista
  • Jessica Chastain – Histórias Cruzadas
  • Janet McTeer – Albert Nobbs
  • Shailene Woodley – Os Descendentes

Melhor filme em lingua estrangeira

 

  • A Separação (Irã)
  • A Pele que Habito (Espanha)
  • O Garoto da Bicicleta(Bélgica)
  • In the Land of Blood and Honey (EUA)
  • The Flowers of War(China)

Melhor roteiro

 

  • Woody Allen – Meia-Noite em Paris
  • George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon – Tudo pelo Poder
  • Michel Hazavanicious – O Artista
  • Jim Rash, Nat Faxon, Alexander Payne – Os Descendentes
  • Aaron Sorkin, Steve Zaillian – O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor longa animado

 

  • As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne
  • Operação Presente
  • Carros 2
  • Gato de Botas
  • Rango

Melhor atriz em filme de humor ou musical

 

  • Michelle Williams – My Week With Marilyn
  • Jodie Foster – Carnage
  • Charlize Theron – Jovens Adultos
  • Kristen Wiig – Missão Madrinha de Casamento
  • Kate Winslet – Carnage

Melhor canção original

 

  • “Masterpiece” – W.E.
  • “Hello Hello” – Gnomeu & Julieta
  • “Lay Your Head Down” – Albert Nobbs
  • “The Living Proof” – Histórias Cruzadas
  • “The Keeper” – Redenção

Melhor trilha sonora original

 

  • Ludovic Bource – O Artista
  • Abel Korzeniowski – W.E.
  • Trent Reznor e Atticus Ross – Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Howard Shore – A Invenção de Hugo Cabret
  • John Williams – Cavalo de Guerra

Melhor ator coadjuvante

 

  • Christopher Plummer – Toda Forma de Amor
  • Kenneth Branagh – My Week With Marilyn
  • Albert Brooks – Drive
  • Jonah Hill – O Homem Que Mudou o Jogo
  • Viggo Mortensen – Um Método Perigoso

PREMIAÇÕES PARA TV

Melhor série de humor ou musical

 

  • Modern Family
  • Episodes
  • New Girl
  • Glee
  • Enlightened

Melhor ator em série de humor ou musical

 

  • Matt LeBlanc – Episodes
  • Alec Baldwin – 30 Rock
  • David Duchovny – Californication
  • Johnny Galecki – The Big Bang Theory
  • Thomas Jane -  Hung

Melhor atriz em série dramática

 

  • Claire Danes – Homeland
  • Mireille Enos – The Killing
  • Julianna Margulies – The Good Wife
  • Madeleine Stowe – Revenge
  • Callie Thorne – Necessary Roughness

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

 

  • Jessica Lange – American Horror Story
  • Kelly Macdonald – Boardwalk Empire
  • Maggie Smith – Downton Abbey
  • Sofia Vegara – Modern Family
  • Evan Rachel Wood – Mildred Pierce

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

 

  • Peter Dinklage – Game of Thrones
  • Paul Giamatti – Too Big To Fail
  • Guy Pearce – Mildred Pierce
  • Tim Robbins – Cinema Verite
  • Eric Stonestreet – Modern Family

Melhor ator em minissérie ou telefilme

 

  • Idris Elba – Luther
  • Hugh Bonneville – Downton Abbey
  • William Hurt – Too Big To Fail
  • Bill Nighy – Page Eight
  • Dominic West – The Hour

Melhor série dramática

 

  • Homeland
  • Boardwalk Empire
  • American Horror Story
  • Boss
  • Game of Thrones

Melhor ator em série dramática

 

  • Kelsey Grammer – Boss
  • Bryan Cranston – Breaking Bad
  • Steve Buscemi – Boardwalk Empire
  • Damian Lewis – Homeland
  • Jeremy Irons – The Borgias

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

 

  • Kate Winslet – Mildred Pierce
  • Ramola Garai – The Hour
  • Diane Lane – Cinema Verite
  • Elizabeth McGover – Downton Abbey
  • Emily Watson – Appropriate Adult

Melhor minissérie ou filme para TV

 

  • Downton Abbey
  • Cinema Verite
  • Too Big to Fail
  • Mildred Pierce
  • The Hour

Melhor atriz em série de humor ou musical

 

  • Laura Dern – Enlightened
  • Zooey Deschanel – New Girl
  • Tina Fey – 30 Rock
  • Laura Linney – The Big C
  • Amy Poehler – Parks and Recreation

Kate Beckinsale no David Letterman

Com um delay de sete dias (graças ao GNT), só assisti ontem a entrevista da Kate Beckinsale no programa do David Letterman.

Kate fala sobre as férias, o novo Underworld e… ah, ela não precisa falar nada. 14 minutinhos que passam voando, vai por mim.

50% (50/50)

Definição fácil pra 50%: uma comédia/drama sem coitadice.

Adam (Joseph Gordon-Levitt) é um pessimista de 27 anos, roteirista de rádio que de uns meses pra cá vem sofrendo as custas de seu namoro com Rachel (Bryce Dallas Howard). Seu melhor amigo e colega de trabalho, Kyle (Seth Rogen), não é lá o cara mais sutil do mundo e odeia a namorada do cara. Tradicional vida de um jovem? Nada. Adam é diagnosticado com um câncer raro na coluna e acredita que tem apenas 50% de chances de sobrevivência. Calma, piora. Kyle flagra Rachel beijando um cara Jesus Cristo Style.

Nessa vida de ponta-cabeça, com a quimioterapia rolando, o protagonista entra pânico, perde as perspectivas e alimenta o conflito com a família e amigos. Aí, entra em cena Katherine (Anna Kendrick), uma maluca doutoranda de psicologia, que apesar de ser toda desajeitada, tenta ajudar Adam.

Muitos filmes contam a mesma história que você leu aí em cima, mas “50%” conta ela de um jeito diferente. Não tem chororô e nem exagero na romantização, os focos do filme são Adam, sua vida, sua doença e o que passa por sua cabeça durante o tratamento. Assim o longa consegue também passear pela comédia e pelo romance.

Jonathan Levine (Direção, também diretor de The Wackness) e Will Reiser (Roteiro, também em Ali G) criaram um clima bacana pra “50%” que também acerta em cheio na seleção de elenco, principalmente com a Anna Kendrick (com aquele apelo nerd, arrastado de Scott Pilgrim). Outro mérito: trilha sonora. Ao contrário de muita gente aí, eu curto soundtracks com música pop, e a direção mandou bem demais. Por enquanto o filme concorre a dois Golden Globes: Melhor Filme Comédia e Melhor Ator para Joseph Gordon-Levitt. Dá pra papar o segundo.

Pra concluir: pode levar sua namorada pra ver, eu garanto.

Tudo pelo Poder (The Ides of March)

Quando entrei na sessão para assistir Tudo pelo Poder eu sabia que não me decepcionaria. Tenho uma espécie de tele cinese com bons filmes que geralmente me ataca quando assisto o trailer pela primeira vez.

É um filme bom. Não é sensacional como dizem por aí, mas é forte o suficiente pra te deixar impressionado.

A história trata das eleições primárias para a presidência americana no Partido Democrata. Cenário em que temos o candidato Mike Morris (George Clooney) e seus assessores Paul Zara (Philip Seymour Hoffman) e Stephen Meyers (Ryan Gosling), além da bela estagiária Molly Stearns (Evan Rachel Wood). A partir das situações impostas pela política na busca de reforços eleitorais, da rincha com o candidato adversário, chefiado por Tom Duffy (Paul Gianatti) e pela imprensa com uma jornalista (Marisa Tomei) se desenrolam os conflitos de interesses pessoais, lealdade, ética que resultam em todo tipo de sujeira.

George Clooney escreveu e dirigiu o filme (inspriado na peça Farragut North de Beau Willimon). Como era de se esperar de um ator/diretor, as atuações e diálogos são o maior pro de Tudo pelo Poder. Essas atuações de peso podem render um Oscar ou um Golden Globe. A qualificada equipe de atores que conta com o próprio Clooney, Ryan Gosling, o competentíssimo Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei e a sempre estonteante Evan Rachel Wood já instiga a elevar nossas expectativas. Outro mérito do filme é levar as situações de perda de confiança e quebra de ética tão corriqueiras em nosso cotidiano para o micro cosmos político, sempre em forma de um diálogo pesado.

Tudo pelo Poder é um filme político diferente, que faz uma referência aqui outra ali a ascensão do atual presidente, Barack Obama. Um retrato político da sociedade, um filme que como eu já disse, não decepciona.

Radar do Oscar 2012

[Post em constante atualização]

Data da indicação: 06 de fevereiro | Data da cerimônia: 26 de fevereiro

Falta pouco tempo para a entrega do Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

O blog segue o costume e fará o acompanhamento do processo de escolha dos vencedores, desde a seleção até a cerimônia. Confesso que ainda não vi alguns dos principais concorrentes e outros de categorias menos relevantes. Dos que vi, gostei bastante de alguns e ignorei completamente outros.

Aos poucos, estarei resenhando alguns dos filmes importantes de 2011 e jogando neste tópico como um índice, assim você pode acompanhar por aqui as atualizações de tudo o que diz respeito ao prêmio, inclusive o Golden Globe.

Golden Globe:

Resenhas:

Notícias:

PROMETEUS, O TRAILER

Já escolhi o filme pelo qual morrerei em 2012: Prometeus.

Dirigido por Ridley Scott (Gladiador, Robin Hood) sob a batuta de Damon Lindelof (Lost), o Sci-Fi trata da expedição de uma equipe de cientistas que viajam o universo buscando respostas para a origem da vida humana, quando é revelada uma ameaça.

Prometeus é a primeira ficção de Ridley Scott desde Blade Runner, ele que também assina Alien, o oitavo passageiro. A estréia acontece dia 08 de junho.